REMADORAS ROSAS: UNIÃO PELA CELEBRAÇÃO DA VIDA E COMBATE AO CÂNCER DE MAMA

A popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo de forma elegante, feminina, suave e marcante. A linguagem visual durante todo o mês de outubro, expressa em cor-de-rosa, é uma comunicação compreendida em diversas localidades do mundo; une e move os povos em torno dessa nobre causa: preservação da vida e prevenção ao câncer de mama. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de mama afeta, por ano, mais de 1 milhão de mulheres. Esse é o tipo mais comum de câncer e a causa mais frequente de morte entre a população feminina. A causa da doença pode estar relacionada a diferentes fatores, como sedentarismo, sobrepeso, faixa etária em torno de 50 anos, e questões genéticas, entre outros. Estimativas registram a possibilidade de cerca de 60 mil novos casos de câncer de mama, este ano, no País. O movimento Outubro Rosa nasceu em Nova York, Estados Unidos, e atravessou fronteiras. No Brasil, manifestações culturais e sociais lembram a importância de se prevenir, combater e superar o câncer de mama. Com esse espírito de união pela celebração da vida, nos dias 19 e 20 de outubro, o Yacht Club Paulista, ganhou o tom rosa: acolheu o III Festival Kaora e I Festival Paulista de Remadoras Rosas, realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo. Reuniu mais de uma centena de mulheres, familiares, profissionais de saúde e reabilitação, simpatizantes e ativistas pela preservação da vida. Foram dois dias intensos de atividades, palestras e muita remada em prol da prevenção do câncer de mama. Estiveram presentes mulheres que praticam o remo em diversas localidades, como Brasília, Maceió e Londrina, além de cidades litorâneas e região metropolitana de São Paulo. A Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Dra. Linamara Rizzo Battistella, recepcionou os participantes, ao lado da Dra. Christina May Moran de Brito, Ricardo Dias Faro e Fábio Paiva. “Esse é um momento para mostrar que cada uma de nós mulheres somos capazes de fazer a mudança no mundo. Que as remadoras rosas possam remar em direção da esperança de uma vida melhor para todo nosso planeta; de um mundo melhor para nossas crianças, com mais saúde e qualidade de vida para todos”, destacou Dra. Linamara, que é médica fisiatra e professora de Medicina da USP. “Vamos juntos construir um mundo novo, para aqueles que vão nos suceder na vida, para que a memória daqueles que já foram possa nos orgulhar, mas que o nosso legado seja um legado de fé, de esperança e de muito amor e harmonia”, ressaltou a Secretária. Dra. Linamara também citou a importância de adicionar o esporte na reabilitação e também na prevenção do câncer de mama, para que não haja recorrência nas mesmas pacientes. “Essas mulheres são campeãs na superação, na crença de que é possível chegar mais longe, e agora remando! Portanto, é uma alegria estarmos juntos - saúde, esporte e pessoas com e sem deficiência”. Com a prática do remo, a reincidência da doença é minimizada em virtude do aumento da resistência física, que influencia na melhora do sistema imunológico para trabalhar no combate ao desenvolvimento de doenças. Dra. Chris Moran, Coordenadora Médica do Serviço de Reabilitação do ICESP, lembrou o início do projeto de reabilitação pela remada. “O espírito de equipe tornou tudo isso possível para nós, no Brasil, a partir de 2013. Nos inspiramos em um movimento internacional que começou no Canadá, com Don Mackenzie, que sempre diz que quem deu força ao movimento, desde sempre, foram as sobreviventes”, destacou. “As sobreviventes” é a forma como são conhecidas as mulheres que venceram e superaram o câncer de mama.

REABILITAÇÃO E REMADA

A remada como forma de reabilitação para mulheres sobreviventes do câncer de mama é um movimento relativamente novo, porém em grande difusão. O movimento nasceu em maio de 2013, com o Projeto Remama, resultado de uma parceria entre o Serviço de Reabilitação do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), da Faculdade de Medicina da USP, a Rede de Reabilitação Lucy Montoro e o Centro de Práticas Esportivas da USP. “Fomos inspirados em um movimento internacional – o International Breast Cancer Paddlers Commission. O Projeto se destina a pacientes com câncer de mama que realizam sua avaliação e treino no Centro de Reabilitação do ICESP, que inclui o treino no remoergômetro (simulador de remo tradicional sem contato com água), e depois são encaminhadas para o treino na Raia da USP”, lembra Dra. Chris, destacando que o projeto Remama começou com 12 vagas e, desde o ano passado, foi ampliado para 20 vagas, com treino em barco. Uma das participantes do Remama, Carmen Lúcia Mazzei D'Agostino, destaca que o Remama já deu frutos. “Temos agora a ‘Umauma’, outra equipe formada com muito orgulho”. No idioma havaiano, “umauma” significa peitoral. “Nós não só nos unimos, como nos integramos e está sendo maravilhoso”, frisou Carmen. O Festival contou também com um momento de homenagem a quem não sobreviveu ao câncer, sucumbindo à luta. A essas foram levadas rosas cor-de-rosa e as águas do Yacht Club se tingiram de rosas e de emoção. “Um momento para lembrar e homenagear pessoas, suas histórias e expressar amor e gratidão. Um momento de reverenciar a vida e respeitar a morte, como parte dela”, destacou a Dra. Chris. Ricardo Dias Faro, diretor das empresas Selva e Aventura e Dragon Boat Brasil, participou da coordenação do Festival das Remadoras Rosas e é o responsável por trazer da China o barco Dragon Boat (barco dragão), que atende ao projeto Remama. Ele explica que a modalidade existe há muitos anos e foi adotada pela simbologia, por ser um esporte em equipe, aliás o maior em número de pessoas na mesma equipe, mas principalmente por fortalecer a musculatura de membros superiores envolvidos no exercício da atividade. “Foi um evento que, sem dúvidas, deixará lembranças inesquecíveis para todas os participantes, que além da motivação, deixou o legado e a importância da atividade física, manutenção, prevenção e cuidados especiais, além da confraternização e espírito de equipe”, observou Ricardo Faro. O espírito de equipe ficou impresso na alma das remadoras, que não economizaram elogios sobre a experiência de remar pela vida e prevenção ao câncer. Larissa Lima Barbosa, de Brasília, sobrevivente do câncer de mama, é representante da organização Neomama, que mantém equipe de competição em remo, atualmente com 12 mulheres que remam em um dragon boat ou canoa polinésia. Essa canoa comporta 22 pessoas, sendo 20 remando (dez de cada lado), uma no leme e uma no tambor, tradição milenar responsável pelo ritmo das remadas. Larissa resume a participação das remadoras, em São Paulo: “remar traz para as sobreviventes do câncer de mama a ideia de transformação, ressignificação, glória e vida após o câncer”. Luzia Vanilde Aparecida da Silva, teve câncer de mama e pratica Remama desde 2016. “Gostei de tudo. O momento da cerimônia das Rosas e das medalhas é o ponto alto da celebração. A experiência foi maravilhosa, até porque minha equipe ficou em segundo lugar. Não mudaria nada nessa festa, só enxergo benefícios, principalmente na prevenção do câncer e do condicionamento físico”. Airma Katia Souza Ferreira, também sobrevivente, destaca a importância da prática esportiva para mulheres que tiveram câncer, em virtude da motivação e elevação da autoestima. “Poder ver as mulheres remando é muito gratificante, tudo é muito bom, o contato com a natureza e o fortalecimento dos braços e pernas, tudo é importante e a experiência do remo é fantástica”, enfatizou.

LISTA DAS VENCEDORAS - REMADORAS ROSAS



I Festival Paulista de Remadoras Rosas


6º lugar - Furacão Rosa
5º lugar - Phi Phi (fi-fi nome de uma ilha do Hawai)
4º lugar – Tulipa
3º lugar – Aloha
2º lugar - Raia Sul
1º lugar - Mogi das Cruzes

III Festival KaOra


4º lugar – Neomama
3º lugar - UmaUma
2º lugar - Remadoras Dragão Rosa
1º lugar – Remama

NOVOS PARADIGMAS NA LUTA CONTRA O CÂNCER

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o número de novos casos de câncer deve alcançar cerca de 15 milhões em 2020, dos quais 60% ocorrerão nos países em desenvolvimento.
A prática do remo pode ser uma poderosa aliada para o resgate da qualidade de vida das mulheres que tiveram câncer de mama e ainda contribui com a redução da probabilidade de reincidência da doença.

VIDA APÓS O CÂNCER

O remo melhora a musculatura da perna, do abdômen, peitoral e braço. Tem um efeito extraordinário na promoção da saúde e na melhoria do aspecto imunológico, configurando-se como um aliado extraordinário para a recuperação e combate ao câncer.
O projeto Remama, realizado desde 2013 pelo Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepeusp), em parceria com o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), a USP e a Rede de Reabilitação Lucy Montoro, tem como objetivo a reabilitação, por meio do esporte, de mulheres sobreviventes ao câncer de mama.

DRAGON BOAT NO MUNDO E NO BRASIL

Termo em inglês para designar “Barcos-Dragão”. A simbologia do dragão para os orientais retrata a prosperidade, a fartura, a perseverança e a transformação. Utilizando essa simbologia, os chineses criaram uma embarcação com cabeça e rabo de dragão, há mais de 2.200 anos, por um grupo de pessoas que procurava pelo corpo de um poeta e estadista chinês, Qu Yuan, reconhecido atualmente por suas obras literárias.
O movimento pela vida em Barcos-Dragão reúne milhões de adeptos em todo o mundo, em mais de 90 países, incluindo o Brasil. Aqui, porém, aliou-se ao conceito de preservação da vida pelo remo.
Desde 2008, os Barcos-Dragão têm navegado em águas brasileiras reforçando a importância do combate e prevenção ao câncer de mama pelas mulheres com e sem deficiência.

PROGRAMAÇÃO



19 DE OUTUBRO – SEXTA-FEIRA


14h00 – Credenciamento
15h00 – Climatização e Clínica – Adaptação ao Barco Dragão com Técnica e Segurança
16h30 – Roda de Conversa com as Remadoras Rosas
18h00 – Confraternização

20 DE OUTUBRO – SÁBADO


7h30 – Café da manhã, Credenciamento e entrega dos Kits
9h00 – Taikô
9h30 – Abertura Oficial
9h45 às 12h00 – Apresentação e Competição das Remadoras Rosas
12h – Semifinal (Repescagem dos 3ºs a 5ºs melhores tempos
12h30 – Grande Final – Anúncio dos Finalistas
13h30 – Intervalo para almoço
14h00 – PREMIAÇÃO
15h00 – Show – Apresentação Dança dos Leões
15h30 – Cerimônia das Rosas
16h30 – Palestra sobre Prevenção do Câncer de Mama
17h00 – Show – Apresentação Dança do Dragão
17h30 – Encerramento

INSCRIÇÕES

III FESTIVAL KAORA E I FESTIVAL PAULISTA DE REMADORAS ROSAS

É obrigatório o preenchimento em todos os campos.


Sobrevivente de câncer de mama
Familiar de quem teve câncer de mama
Profissional da Saúde
Simpatizante e/ou apoiador(a) à causa de quem sobreviveu ao câncer de mama


Vou participar da regata/competição
Não vou remar – quero apenas prestigiar/assistir ao festival
Irei acompanhada(o) – obs: acompanhante precisa preencher ficha de inscrição
irei sozinha (o)


Sim
Não



Concordo com a divulgação de minha imagem, por fotos ou audiovisuais, nos meios utilizados pelos realizadores e parceiros, sem fins lucrativos, com a finalidade de disseminar os benefícios da prática do remo para sobreviventes do câncer de mama.












EVENTOS 2018




EM BREVE


COMO CHEGAR

Estrada do Itupu, 1077

Chácara Vista Alegre – São Paulo – SP

CEP: 04922-100

Trajeto:

Pela Marginal Pinheiros, sentido Interlagos, seguir até o final e manter a direita na Av.Guido Caloi (não subir a ponte Transamérica que fica à esquerda);

Seguir na Av.Guido Caloi até o final (cerca de 800m) e entrar à direita na Av.Guarapiranga;

Na Av.Guarapiranga, seguir pela faixa da esquerda e entrar no primeiro semáforo que dá acesso à esquerda. Este semáforo dá continuidade na Av.Guarapiranga;

Assim que entrar a esquerda, contar 5 lombadas e entrar à esquerda na pracinha com árvore no centro; (muro branco indicando YCP) Descer a rua seguindo a calçada do lado esquerdo até chegar à rua de terra (Estrada Itupú); Seguir as placas de indicação do YCP até o final da Estrada.



Fale Conosco